Bitcoin

BlackRock, maior gestora de investimentos mundial, estuda fazer ETF de Bitcoin

A BlackRock, maior gestora de investimentos do mundo, está avaliando o potencial e a atuação de criptomoedas no mercado, em especial o Bitcoin. De acordo com matéria do Financial News, a empresa contratou uma equipe que investigará e avaliará a melhor maneira de fazer investimentos utilizando os ativos digitais.

O Financial News também diz que o grupo de trabalho é composto de diferentes divisões da BlackRock e que pode estar considerando a possibilidade de um ETF (Exchange Traded Fund) de Bitcoin. Após a notícia, o preço do ativo subiu de US$ 6.360 para US$ 6.646 ontem, em apenas duas horas, e hoje já está em aproximadamente US$6.730. A empresa também examinará como os concorrentes estão investindo em criptomoedas e se esses empreendimentos representam uma ameaça à BlackRock.

O chefe executivo da BlackRock Inc, Larry Fink, confirmou a notícia dada pelo FN nesta segunda-feira (16). De acordo com a Reuters, ele disse que reuniu um grupo de trabalho para estudar tecnologia blockchain e criptomoedas, mas advertiu que não vê uma demanda alta nesse tipo de investimento.

Ano passado, Larry Fink disse que o Bitcoin era meramente “especulativo” e que ele prosperava apenas por garantir “anonimato”, indicando que criptomoedas eram “um instrumento que as pessoas usavam para lavagem de dinheiro”. Na ocasião, Fink também comentou que os ativos digitais estavam longe de serem uma oportunidade para os investidores institucionais.

Apesar do principal executivo da empresa ter criticado as criptomoedas, os investidores institucionais, como bancos, bolsas de valores e até universidades, tem cada vez mostrando mais interesses nos ativos digitais. A nova tendência no mercado faz com que outras organizações considerem e estudem o potencial cripto.

 

 

Empresa estuda opção de ETF em Bitcoin

ETF (Exchange Traded Fund) é uma forma de investir em ações, considerada como eficiente, que se destaca pela diversificação e baixo custo. Trata-se de fundos que representam índices e são negociados em bolsa de valores. Permitem acessar mercados amplos, sem a necessidade de comprar cada ativo individualmente.

Segundo site da BlackRock em português, cinco tendências impulsionam a procura
de ETFs:

  1. Diversificação internacional: Visto que um número crescente de instituições está usando ETFs domiciliados nos Estados Unidos, Irlanda e Europa continental, a procura por exposição internacional continuará sendo um dos maiores impulsionadores da procura por ETFs no próximo ano.
  2. Exposições Beta eficientes (e baratas): Instituições latino-americanas estão adotando ETFs como uma fonte principal de exposição beta juntamente com derivativos e fundos mútuos de índices, e também como importantes componentes de estratégias de gestão ativa.
  3. Funções de portfólio em expansão: Os investidores estão aproveitando a flexibilidade dos ETFs, aplicando-os em um número crescente de classes de ativos e funções de portfólio. As alocações em ETFs baseados em fatores/smart beta estão em ascensão, e os investidores estão cada vez mais usando ETFs para atender a mandatos ambientais, sociais e de governança específicos.
  4. Ampliação do uso de ETFs de renda fixa: Um número crescente de investidores está usando ETFs de renda fixa para se afastar de exposições locais ou regionais e buscar diversificação em renda fixa internacional. 45% dos atuais investidores planejam aumentar as alocações no próximo ano.
  5. Inovação e desenvolvimento de produtos: O crescimento em todo o mundo das estratégias multiativos está alimentando a demanda por ETFs entre gestores de ativos latino-americanos, muitos dos quais usam ETFs como elementos básicos de seus fundos multiestratégicos.
  6. Maior adoção de ETFs do tipo UCITS: A plataforma de ETFs do tipo UCITS oferece a instituições latino-americanas maior flexibilidade, eficiência tributária e de portfólio e opções centrais inovadoras e de baixo custo.

 

Crédito da Imagem Shutterstock

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